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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Módulo 2 - Arriscar

« (…) Já sete horas”, disse para consigo ao ouvir de novo o despertador, “já sete horas e um nevoeiro destes.” E durante uns instantes ficou quieto, respirando baixinho, como se esperasse do silêncio absoluto a reposição da situação real e natural. (…) preparou-se para balançar o corpo a todo o comprimento, fazendo-o cair assim de uma vez de cima da cama. Se se deixasse cair desta maneira, a cabeça, que ele levantaria ao máximo ao tombar, não devia sofrer nada. As costas pareciam ser duras, e não lhes aconteceria nada se caíssem em cima do tapete. O que mais o preocupava era a ideia do estrondo que isso iria provocar, e do susto, ou pelo menos da preocupação que tal baque iria causar atrás de todas as portas. Mas era preciso arriscar. (…)»

                    “A Metamorfose”, Franz Kafka

"Mas era preciso arriscar" 
E tu o que estás disposto a arriscar?

Todos os dias vivo com a minha cauda. Todos os dias são iguais pois ela é aborrecida e nunca me deixa fazer nada do que eu quero! Claro, ela é importante para a minha vida, sem ela andaria à toa sem saber o que fazer e por onde começar. Mas eu já me decidi!
Estou disposta a arriscar a minha cauda, ela
que me está sempre a dizer o que fazer, anda sempre comigo e nunca me larga. Estou disposta a tornar-me mais selvagem, mais mazinha e fazer algo de inesperado por um doce de morango.O doce de morango! Aquele que eu quero provar e irei provar, basta dizer NÃO à cauda!

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