Alguns aspectos importantes sobre o azulejo:
As chacotas – placas de barro seco e cozido são cobertos com vidrados de cores uniformes e cozidas em fornos cerâmicos entre 960º e 1100º, obtendo-se azulejos de uma só cor. Sobre estes azulejos monocromáticos desenham-se formas geométricas que depois são cortadas com uma picadeira ou um alicate, de diferentes tamanhos e formas. Depois juntam-se os vários pedaços dos vários azulejos e forma-se um padrão e torna-se um azulejo colorido.
Realizou inúmeras obras, que se encontram em edificios públicos e privados, como os azulejos de padrão das fachadas das galerias inferiores do Centro Comercial do Restelo em Lisboa (1954),um painel público para a Av. 24 de Julho, em Lisboa (1994) o revestimento da estação Bela Vista do Metropolitano de Lisboa (1998), e muitos outros trabalhos também em Lisboa.
Actualmente, é docente na Escola António Arroio, em Lisboa e tem trabalhado também na Fábrica Viúva Lamego, realizando trabalhos para Portugal e para o estrangeiro.
A sua vasta obra encontra-se representada no Museu Nacional do Azulejo, na Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu da Cidade de Lisboa, entre outros museus e colecções particulares.
Obra escolhida:
Técnicas de Produção de azulejo:
Alicatado:
Esta técnica esteve em alta nos séculos XVI e XVII, mas acabou por ser substituida por técnicas posteriores. Estas peças geométricas preenchem o desenhada composição de alicatado.
Corda-seca:
A técnica da Corda-Seca foi utilizada no final do séc. XV e no início XVI em que a separação das cores ou motivos decorativos são feitos fazendo aberturas, e preenchendo com uma mistura de óleo de linhaça e manganés, para evitar a mistura de cores. As diferentes cores são aplicadas entre as linhas negras que se evaporam com as altas temperaturas da cozedura, deixando só traços a negro característicos da corda-seca.
- Em relação aos Holandeses, os Portugueses usam a pintura nos seus azulejos (trabalhando com o cobalto obtendo várias cores), enquanto os Holandese trabalham o desenho nos seus mosaicos formando muitas vezes grandes imagens que podem representar a vida quotidiana do povo e dos reis. Os portugueses encomendaram muitos destes azulejos à Holandanos finais do séc. XVII para Igrejas, etc. ,onde ainda se podem encontrar hoje nelas expostas, pois o clero já não queria mais motivos em tapete.
-Os pintores portugueses baseavam-se nos outros nas suas imagens, enquanto os restantes apenas as copiavam.
- A utilização de ilusões de óptica e do estilo maneirista.
- Os azulejos de padrão, têm modulos desde 2x2 até 12x12, e formam padrões como os de tapete.
- Podemos caracterizar os azulejos Portugueses em três pontos:
-Transfiguração
-Dinamização
-Decoração
- Um frontão pertence à arquitectura e contém uma forma triangular, que decora normalmente o topo de uma fachada de um edifício, sendo constituído por duas partes essenciais. Provém da arquitetura clássica greco-romana. Um frontão de altar é significativamente o mesmo à excepção que se encontra no topo de um altar de, por exemplo, uma igreja. O azulejo foi escolhido para enfeitar estes, pois continha imagens do antigo e novo testamento ou apenas imagens da vida do quotidiano. Era usada neste estilo (Barroco) a pintura, sendo a mais importante, a talha dourada e o azulejo, sendo portanto o menos importante e o que ficava no frontão do altar, para dar lugar no altar à talha dourada e todos os ornamentos que neste se encontravam, como pequenas esculturas e pinturas.
Querubim Lapa
O Ceramista e Pintor, Querubim Lapa, estudou na Escola Secundária Artística Especializada António Arroio e diplomou-se em Pintura e Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Entre 1945 e 1953 juntou-se à corrente neo-realista, e de 1953 até final da década, o seu neo-realismo caracterizou-se no seu próprio tema. A partir de 1956, passou a dedicar-se inteiramente à cerâmica, por sugestão do Arquitecto Chorão Ramalho, aperfeiçoando-se nesta prática em valores que mais tarde se demonstraram na pintura.
Já em 1970 e até 1973, a sua actividade como ceramista foi particularmente renascida, e este recomeçou a pintar, usando uma técnica renovada, traduzida numa exuberância de cor e numa sobreposição de temas inspirados em quadros de Monet.
A partir de 1974, a sua pintura baseou-se no momento actual do país e retomou então, em termos de novas figuras, preocupações de crítica e denúncia social, sendo os seus quadros agressivos no tema e na cor. Temas verdadeiros, adaptados de imagens recolhidas em jornais e revistas, a figura humana aparece apenas esboçada, escondendo-se na máscara. A máscara continua a predominar nos seus trabalhos actuais, havendo perdido, todavia, a expressão trágica que caracterizava a sua pintura anterior.
Actualmente, é docente na Escola António Arroio, em Lisboa e tem trabalhado também na Fábrica Viúva Lamego, realizando trabalhos para Portugal e para o estrangeiro.
A sua vasta obra encontra-se representada no Museu Nacional do Azulejo, na Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu da Cidade de Lisboa, entre outros museus e colecções particulares.
Na escola onde este tantas vezes se deparou no seu percurso, deixou um dos seus trabalhos expostos, numa das fachadas deste mesmo edifícios.
Obra escolhida:
"Todos os sinais"
Ilda David
A artista inspirou-se na Carta de Pero Vaz de Caminha, que descreve ao rei D. Manuel I a fauna e a flora do Brasil, cortejando-os e explorando-os através da forma de uma cabeça e de um coração, sinais de comunicação através do entendimento e do afecto. Escolhi esta peça, porque de certa forma está relacionada com omeu tema o sonho e a loucura,e a cabeça e o coração podem significar o não conseguir controlar um com o outro, pois sem coração somos frios, mas sem cabeça somos loucos.
Conceitos Básicos de Cerâmica
Ferramentas:
Taques – Podem ser de madeira ou aço, servem para retirar pedaços do barro.
Garrote – Assemelha-se a um fio de nylon, serve para cortar o barro.
Réguas – De vários tamanhos e espessuras, servem para, quando juntas à peça e amassadas com o rolo ficarem com a espessura da régua.
Rins – Pedaços de plástico ou papel, servem para tratar da superfície da peça.
Picador, faca, garfo – Servem para furar, cortar ou outras actividades.
Pincél – Para pncelar a lambuja, água e barro, que serve para colar a peça.
Técnicas:
Técnica da Bola:
Forma-se uma bola de barro com ambas as mãos, e de seguida podemos:
- Utiliza-se o polegar para fazer uma abertura concava na bola.
- Apertar a mesma, para fazer uma forma específica.
Podemos usar esta técnica para fazer, por exemlo fantoches.
Técnica do Vasamento ou Ocagem:
Formamos uma peça e cortamos-a ao meio. Vasamos o seu interior em ambas as partes, e quando este processo estiver finalizado colamos uma parte à outra, com lambuja, formando a peça que tinhamos ao início. Para que esta fique igual à original trata-se a superfície com as ferramentas adquadas como os rins. No final furamos a peça num lugar apropriado, para que esta não rebente no forno, devido ao ar que contém dentro.
Técnica da Lastra:
Achatamos o barro, com o rolo e defenimos as bordas da peça com as réguas, para que esta fique à mesma espessura que estas.
Técnica do Rolinho:
Fazem-se uns rolinhos, esticando-os. Fazemos um círculo achatado e vamos colocando os rolinhos na borda deste círculo, uns em cima dos outros.




Sem comentários:
Enviar um comentário